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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Rhynchocyclidae
 Berlepsch, 1907
Subfamília: Pipromorphinae
 Wolters, 1977
Espécie: P. kronei

Nome Científico

Phylloscartes kronei
Willis & Oniki, 1992

Nome em Inglês

Restinga Tyrannulet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Maria-da-restinga

**Espécie ameaçada de extinção**

Espécie endêmica do Brasil. A maria-da-restinga é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) phullon = folha; e de skairö = pular, dançar; e de kronei = homenagem ao zoólogo e coletor de espécimes brasileiro, Ricardo Krone (fl. 1903). ⇒ Dançarino de Krone.

Características

Esta ave mede em torno de 12 centímetros. Apresenta nas costas a cor verde-olivácea. A barriga é mais clara e a garganta, esbranquiçada. O peito é acinzentado e o abdômen apresenta um tom amarelado. Nas asas, destacam-se manchas arredondadas, enquanto na cabeça há um traço amarelo que parte do bico e se prolonga, formando uma longa linha acima dos olhos. A face é amarelada, marcada por pintas marrom-enegrecidas que lhe conferem uma aparência de “cara suja”. Semelhante a Borboletinha-do-mato (Phylloscartes ventralis) na coloração da plumagem.

Não apresenta dimorfismo sexual de plumagem, mas, todavia, dados coletados em Guaratuba/PR demonstraram haver diferenciação em termos de massa corpórea (machos (8,5 a 10 g) e fêmeas (7,5 a 8 g)) (GUSSONI, 2014).

Alimentação

É insetívora, ou seja, alimenta-se de insetos mas pode ingerir pequenos frutos.

Reprodução

Constrói ninhos discretos e caprichosamente tecidos, presos a forquilhas e construídos com galhos e folhas.

As fêmeas apresentam uma participação no ciclo reprodutivo da espécie nitidamente maior do que os machos. A construção do ninho e incubação dos ovos é tarefa exclusiva das fêmeas, enquanto os machos participam apenas do cuidado com os filhotes dentro e fora do ninho (GUSSONI, 2014).

Hábitos

Frequenta o dossel de bordas de restingas arbóreas, florestas esparsas, capoeirões e bordas de matas secundárias próximas ao nível do mar. Vive solitário ou aos pares e acompanha bandos mistos.

Trata-se de uma espécie pouco territorialista, com uma grande sobreposição entre as áreas de vida dos indivíduos (GUSSONI, 2014).

Distribuição Geográfica

Endêmica do Sul e do Sudeste.

Referências

Galeria de Fotos